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Lei do bom samaritano

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O Bom Samaritano: compaixão e proteção

Extraída da Bíblia (Lucas 10:25-37), a parábola do Bom Samaritano narra como um viajante dado por morto é socorrido por um desconhecido que cuida dele e vela pelo seu bem-estar. Além do seu contexto religioso, transmite uma mensagem universal: o dever moral de prestar socorro ao próximo em perigo, com compaixão e altruísmo.

Inspiradas neste princípio, muitas leis do Bom Samaritano foram promulgadas em todo o mundo para proteger de processos judiciais quem presta assistência de boa-fé numa emergência. O alcance exato dessa proteção, contudo, varia de uma jurisdição para outra: veja a seguir o que prevê a lei aplicável à sua região.

Citação do texto de lei

Lei vigente Não existe uma lei do bom samaritano específica. A Jamaica é uma jurisdição de common law; a responsabilidade por danos assenta nos princípios da negligência (dever de cuidado, violação, nexo de causalidade), sem uma norma específica de proteção do socorrista. Não existe um dever legal geral de prestar socorro.
Alcance da proteção Não há proteção legal específica para o socorrista voluntário. Um dever de agir só surge de uma relação especial (pai-filho, empregador-empregado, transportador) ou quando quem intervém criou o perigo. Caso contrário, ninguém é obrigado a intervir, e o socorrista só responde por negligência.
Obrigação de prestar socorro Não
Proteção de responsabilidade com DEA Não
Sem obrigação legal de prestar socorro

Sua proteção nos termos da lei

Na Jamaica nenhuma lei do bom samaritano protege especificamente o socorrista voluntário; a responsabilidade por danos assenta nos princípios de negligência do common law. O socorrista que age de boa-fé e de forma razoável, segundo o padrão da pessoa prudente, não fica, pois, exposto pelo simples facto de ter querido ajudar. Só responderia por uma negligência real, e não pela louvável intenção de socorrer.

Sem obrigação de agir, mas todos os motivos para fazê-lo

Na Jamaica um dever de agir só surge de uma relação especial — pai e filho, empregador e empregado, transportador e passageiro — ou quando se criou o próprio perigo; fora desses casos, ninguém é obrigado a intervir. Ajudar um desconhecido é, portanto, uma escolha, não uma obrigação. A lei não é dura com quem presta auxílio com bom senso; o que mais frequentemente falta não é a permissão, mas a preparação.

Por que a formação é essencial

Perante uma paragem cardíaca, a probabilidade de sobrevivência baixa cerca de 10 % por minuto até a RCP começar: a testemunha é o primeiro elo da cadeia de sobrevivência, aquele que age enquanto cada segundo ainda conta. Na Jamaica, onde tanto o trânsito denso de Kingston como as distâncias das zonas rurais podem atrasar a ambulância, esse primeiro gesto pertence a quem o sabe fazer. Onde a lei não ergue um quadro protetor detalhado, é a competência que dá a firmeza para intervir sem hesitar. Formar-se é trocar a impotência pela certeza de poder agir, e talvez salvar uma vida.

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